Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Revista à Portuguesa


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Sábado, 13 de Junho de 2009
Resposta a MANUEL MASCARENHAS

CARO AMIGO,

Pode adquirir filmes portugueses em qualquer loja de DVD (sugiro a FNAC). Apesar de dos anos 20 ser muito dificil arranjar filmes dos outros anos é muito assecível.

 

 

 

COM CUMPRIMENTOS.



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PEDIDO DE DESCULPAS

CAROS AMIGOS, PEÇO IMENSAS DESCULPAS POR TODO O TEMPO QUE NÃO PUDE COLOCAR INFORMAÇÕES SOBRE FILMES PORTUGUESES MAS ESTIVE SEM INTERNET.

 

A PARTIR DE AGORA CONTINUAREI E RESPONDEREI A TODOS OS COMENTÁRIOS FEITOS DURANTE ESSE ESPAÇO DE TEMPO.

 

 

 

SEM OUTRO ASSUNTO.



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Sábado, 24 de Maio de 2008
CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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A ACTRIZ MARIA CRISTINA CONTRACENADO COM MIRITA CASIMIRO NO FILME "MARIA PAPOILA"

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Nome completo: Maria Cristina Rebelo Pinto de Carvalho

Data de nascimento: 23 de Fevereiro de 1910

Foi uma das mais populares actrizes de revista do século XX. Participou em inúmeras peças tais como: "O Ri-Có-Có" em 1929; "Sape Gato" em 1932; "À Vara Larga" em 1936; "O Jorge Cadete" em 1938; "A Senhora da Atalaia" em 1947; "Tudo Isto é Fado" em 1952; "A Vida é Bela" em 1960; "Campinos, Mulheres e Fados" em 1961, entre muitas outras. Era irmã do actor Ruy de Carvalho. Fez bastante teatro em televisão. As suas últimas aparições foram na R.T.P. nas novelas "Chuva na Areia" e "Ricardina e Marta", ambas na década de oitenta.

Filmografia

1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros

1953 - "Agora é Que São Elas" - Fernando Garcia

1954 - "O Costa de África" - João Mendes

1959 - "O Passarinho da Ribeira" - Augusto Fraga

1960 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Perdigão Queiroga

1961 - "Raça" - Augusto Fraga

1965 - "29 Irmãos" - Augusto Fraga

Data de óbito: 2003

 



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ANTÓNIO SILVA NUMA CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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António Silva regressa ao cinema no filme "Maria Papoila", num papel um pouco diferente do habitual, o do americano Scott, um cleptomaníaco que quando está sob o efeito do álcool rouba aos ricos para dar aos pobres. António Silva , mestre da comédia, consegue interpretar este papel como ninguém.

 



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CARTAZ DO FILME "MARIA PAPOILA"

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CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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EDUARDO FERNANDES O GALÃ DO FILME "MARIA PAPOILA"

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Hoje falaremos de Eduardo Fernandes, embora muito pouco se sabe sobre a sua vida. Com 23 anos de idade presta provas para o primeiro filme português, "A Canção de Lisboa" onde faz o papel de Quicas, o rival de Vasquinho, 4 anos mais tarde é novamente convidado para interpretar o galã no filme de Leitão de Barros "Maria Papoila", onde interpreta o papel de Eduardo da Silveira, o magala por quem Maria Papoila se apaixona, no ano seguinte despede-se do cinema nacional com o papel de Maurício no filme de Arthur Duarte "Os Fidalgos da Casa Mourisca". Abandona a vida artística e torna-se num dos mais conceituados advogados da capital.


Nome completo: Eduardo Fernandes Júnior

Data de nascimento: 8 de Janeiro de 1910

Filmografia

1933 - "A Canção de Lisboa" - Cottinelli Telmo

1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros

1938 - "Os Fidalgos da Casa Mourisca" - Arthur Duarte

 




MIRITA CASIMIRO A ETERNA MARIA PAPOILA

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Em 10 de Outubro de 1914 nasceu, em Viseu, Maria Zulmira Casimiro de Almeida. O seu pai foi o famoso cavaleiro tauromáquico José Casimiro. Os seus irmãos Manuel e José eram praticantes da mesma arte.
Apesar de ter ficado para a posteridade como a "Maria Papoila", ela foi muito maior nos palcos, onde se estreou profissionalmente em 1935, na revista "Viva a Folia", cantando alguns números e integrada na Companhia de Maria das Neves, no Teatro Maria Vitória.
Já desde miúda que cantava e encantava a família e os amigos. Em Lisboa conquistou o público ao interpretar canções tradicionais da Beira Alta, envergando a capucha castanha, feita de burel, das serranas e exibindo a pronúncia da região de Viseu. No ano seguinte fez um aplaudido travesti na peça "João Ninguém" e rapidamente obteve sucesso em revistas e operetas. Em 1941 casou com Vasco Santana e formou uma dupla de enorme êxito. Alguns anos mais tarde e depois de uma dolorosa e algo escandalosa separação, Mirita, passou a ser mal vista, no meio teatral e a sua carreira começou a desmoronar-se. Em Março de 1956 tentou a sua sorte no Brasil, para onde foi trabalhar e viver, sem grande nota. No ano de 1964 voltou a Portugal para trabalhar no Teatro Experimental de Cascais. Em Janeiro de 1966, inaugurou uma nova fase do seu trabalho, estreou-se em "A Casa de Bernarda Alba", de Frederico Garcia Lorca.
Voltou ao teatro mais popular e apesar de ter participado em vários projectos vocacionados para a fazer brilhar,desde "A Maluquinha de Arroios" em 1966 e "O Comissário de Polícia" em 1968, não conseguiu recuperar o anterior fulgor.
A fatalidade bateu-lhe á porta, em 12 de Novembro de 1968, no Porto onde sofreu um grave acidente de viação. Impossibilitada de voltar ao palco e deprimida acabou por desistir de viver, em 25 de Março de 1970, na sua residência em Cascais.


Nome completo: Maria Zulmira Casimiro de Almeida

Data de nascimento: 10 de outubro de 1918 (Viseu)

Filmografia

1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros

1967 - "Um Campista em Apuros" - Herlander Peyroteo

Data de Óbito: 25 de Março de 1970

 




CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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"MARIA PAPOILA" - VERSÃO CANTADA POR NATALINA JOSÉ

 
"MARIA PAPOILA"

Com saudades na lembrança, disse adeus
Á terrinha mais ao lar AI, AI, AI,
Levo n'alma a luz da esperança e fé em Deus
Parto a rir e a cantar, AI, AI, AI,
Despedi-me das ovelhas
Do meu cão das casas velhas
Do lugar onde nasci, AI,AI,AI,
Não me importo ir á toa
Que o meu sonho é ver Lisboa
Mai'lo mar que nunca vi
Refrão [bis]
Adeus oh terra,
Adeus linda serra de neve a brilhar
Adeus aldeia, que levo na ideia
Não mais cá voltar
Diz que a sorte é das pessoas, sempre ouvi
Vem do nome que elas têm AI, AI, AI,
coisas más ou coisas boas, vem daí
Que comigo calha bem, AI, AI, AI,
Eu no monte era Papoila
Tinha o nome de moçoila
Que no campo anda a lidar AI, AI, AI,
Minha mãe também dizia
Como sou também Maria
Tinha que ir pro pé do mar
Refrão [bis]



CARTAZ DA PARTITURA MUSICAL DO FILME "MARIA PAPOILA"

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Hoje iremos recordar a canção "Maria Papoila" que tanto sucesso fez na altura e que chegou até aos nossos dias. A música era do popular maestro Frederico de Freitas, com versos de Raul Ferrão, José Galhardo e o próprio Vasco Santana.

 




CARTAZ DO FILME "MARIA PAPOILA"

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CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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MIRITA CASIMIRO NUMA CENA DO FILME DE LEITÃO DE BARROS, "MARIA PAPOILA"

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Intérpretes

Mirita Casimiro - Maria Papoila

António Silva - Mr. Scott

Eduardo Fernandes - Eduardo da Silveira

Maria Cristina - Margarida

Alves da Costa - Carlos

Emília de Oliveira - D. Efigénia

Joaquim Pinheiro - Soldado 27

Virgínia Soler - Elvira, a cozinheira da pensão

Amélia Pereira - D. Casimira

António Gomes - Pai de Margarida

Perpétua dos Santos - Tia Joaquina

Barroso Lopes - Animador do Casino do Estoril

e ainda: Armando Machado, Vital dos Santos; Eugénio Salvador; Estevão Amarante; Regina Montenegro; Henrique de Albuquerque...

Realização - Leitão de Barros

Producção - Lumiar Filmes

Argumento - Vasco Santana, José Galhardo e Alberto Barbosa

Fotografia - Isy Goldberger, Manuel Luís Vieira e Octávio Bobone

Música - Raul Portela, Raul Ferrão e Fernando de Carvalho

Duração aproximada: 98 mn. P/B Ano de produção: 1937


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MIRITA CASIMIRO NUMA CENA DO FILME "MARIA PAPOILA"

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Argumento:

A história de uma pastora beirã, uma rapariga humilde e de bom coração, Maria Papoila que vem para servir em Lisboa. Um dia conhece um rapaz rico, Eduardo, um recruta por quem se apaixona e que ela julga ser pobre devido ao seu uniforme de soldado raso. Namoram até descobrir que afinal Eduardo não só é um rapaz rico como também tem namoro com uma rapariga da sua classe, Margarida Noronha Baptista. Um dia de manhã, a mãe de Margarida nota que as suas jóias foram roubadas durante a noite, precisamente a noite em que Eduardo foi visto ao redor da casa - depois de acompanhar, em segredo, Margarida. Eduardo é preso e abandonado pela sua noiva, Margarida, é então que Maria Papoila sacrificando a sua honra, apresenta-se em tribunal para defender aquele que a abandonara.

 



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"MARIA PAPOILA" FILME REALIZADO EM 1937 POR LEITÃO DE BARROS ESTREIA A 15 DE AGOSTO NO S. LUIS

photoEm 1936, Leitão de Barros decide fazer um filme popular, uma comédia que aproveitasse a popularidade duma actriz que estava em rápida ascenção, Mirita Casimiro. Originalmente estava para se chamar "Maria Migalha", mas logo depois decidiu-se mudar para um nome mais sonante e bonito: "Maria Papoila".

 




PUBLICIDADE DA ÉPOCA AO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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CENA DO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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FRANCISCO RIBEIRO, O POPULAR RIBEIRINHO NUMA CENA DE "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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Francisco Ribeiro , o Ribeirinho, de seu nome completo Francisco Carlos Lopes Ribeiro, (n. Lisboa, 21 de Setembro de 1911 - m. Lisboa, 7 de Fevereiro de 1984), actor e realizador português.
Com 18 anos ingressou na companhia de Chaby Pinheiro, estreando-se em A Maluquinha de Arroios, de André Brun, em Outubro de 1929. Em 1935 dirigiu o seu primeiro espectáculo.
Com uma actividade fortemente marcada por muitos êxitos na comédia e na revista durante meio século, Ribeirinho dirigiu várias companhias, como o Teatro do Povo, Os Comediantes de Lisboa, o Teatro Universitário, o Teatro Nacional Popular e, por fim, o Teatro Nacional D. Maria II (1978-1981). Ligado à direcção de artistas, preocupou-se principalmente em descobrir novos valores, ao mesmo tempo que se afirmava como encenador de muito mérito. Foi o responsável pelo lançamento de nomes como os de Ruy de Carvalho, Armando Cortez, Canto e Castro, Manuela Maria e Francisco Nicholson. De entre as dezenas de peças que encenou, destaca-se pelo seu tremendo sucesso de público, O Impostor-Geral (1965) de Raul Solnado e Carlos Wallenstein, protagonizada pelo próprio Solnado, por Armando Cortez e Barroso Lopes.
No cinema participou em filmes de António Lopes Ribeiro, seu irmão, como A Revolução de Maio (1937), Feitiço do Império (1939), O Pai Tirano (1941) ou A Vizinha do Lado (1945). Trabalhou ainda com Arthur Duarte (que o dirigiu em A Menina da Rádio, 1944 e O Grande Elias, 1950), Ladislao Vajda e Teixeira da Fonseca.
Realizou a popular comédia O Pátio das Cantigas (1941), onde também participa como actor e co-realizou com António Lopes Ribeiro o documentário As Rodas de Lisboa (1951).


Nome completo: Francisco Carlos Lopes Ribeiro

Data de nascimento: 21 de Setembro de 1911

Filmografia

1937 - "A Revolução de Maio" - António Lopes Ribeiro

1940 - "Feitiço do Império" - António Lopes Ribeiro

1941 - "O Pai Tirano" - António Lopes Ribeiro

1942 - "O Pátio das Cantigas" - Francisco Ribeiro

1944 - "A Menina da Rádio" - Arthur Duarte

1945 - "A Vizinha do Lado" - António Lopes Ribeiro

1947 - "Três Espelhos" - Ladislao Vajda

1950 - "O Grande Elias" - Arthur Duarte

1954 - "O Costa de África" - João Mendes

1959 - "O Primo Basílio" - António Lopes Ribeiro

1963 - "Aqui há Fantasmas" - Pedro Martins

1979 - "O Diabo Desceu à Vila" - Teixeira da Fonseca

Data de óbito: 1984


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CENA DO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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CENA DO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008
"A REVOLUÇÃO DE MAIO" - FILME REALIZADO EM 1937 POR ANTÓNIO LOPES RIBEIRO

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ANTÓNIO LOPES RIBEIRO - PARTE 2

 

Após o documentário "Fogos Reais na Escola Prática de Infantaria", é incitado por António Ferro, responsável pelo sector da cultura do Estado Novo, a realizar um filme comemorativo dos dez anos do regime implantado a 28 de Maio de 1926. Produzida pelo Secretariado de Propaganda Nacional, a pelicula, chamada "A Revolução de Maio" (1937) teve argumento de António Lopes Ribeiro e António Ferro (usando respectivamente os pseudónimos de Baltasar Fernandes e Jorge Afonso) e só veio a estar pronta a ser exibida mais dum ano depois da data que se havia desejado para a estreia. A história dum agitador vindo do exílio;para desencadear uma insurreição no dia 28 de Maio, cujos movimentos são pacificamente observados pela polícia e que acaba por reconhecer quanto o país havia progredido sob a acção do Estado Novo, não entusiasma o público, na época mais voltado para as comédias, mas é um dos (raros) exemplos de cinema puramente propagandístico feito em Portugal.
A ligação entre António Lopes Ribeiro e o Estado Novo acentuar-se-ia e estará presente em todos os momentos da sua obra, levando-o a ser chamado de "cineasta do regime". Em 1938 é nomeado director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, supervisionando durante quase todo o ano o trabalho duma equipa de cinema enviada à Madeira, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. Ainda em 1938 filma a Exposição Histórica da Ocupação no séc. XIX, organizada por Leitão de Barros, e no ano seguinte acompanha o Marechal Óscar Carmona e roda Viagem de S. Exa. o Presidente da República a Angola.

 




CENA DO FILME REALIZADO POR ANTÓNIO LOPES RIBEIRO EM 1937, "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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Intérpretes

António Martinez - César Valente

Maria Clara - Maria Clara

Emília de Oliveira - Júlia

Alexandre Azevedo - Chefe Moreira

Ribeirinho - Jerónimo Barata

José Gamboa - Silva

e ainda: Clemente Pinto; Luís Campos; Eliezer Kamenesky; Ricardo Malheiro...

Realização - António Lopes Ribeiro

Produção - Secretariado Propaganda Nacional

Argumento - António Ferro, Baltazar Fernandes e António Lopes Ribeiro

Fotografia - Isy Golgberger

Música - Wenceslau Pinto

Duracção aproximada: 138 mn. P/B Ano de producção: 1937

 



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CENA DO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

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Argumento:

César Valente, perigoso agitador, regressa do exílio para desencadear uma rebelião a 28 de Maio, no décimo ano da Revolução Nacional. Mas, o amor de uma rapariga, Maria Clara, e a constatação das transformações do País durante a sua ausência o fazem mudar de ideias.

 



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CARTAZ DO FILME "A REVOLUÇÃO DE MAIO" ESTREADO A 6 DE JUNHO DE 1937 NO CINEMA TIVOLI

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Ano 1937. António Ferro — que sabia, como ninguém, detectar talentos — desafia António Lopes Ribeiro a rodar uma Película sobre a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, a fim de Comemorar os seus 10 anos. O Argumento é escrito por António Lopes Ribeiro e pelo próprio António Ferro (com os pseudónimos de Baltazar Fernandes e Jorge Afonso, respectivamente) e terá a produção assegurada pelo Secretariado de Propaganda Nacional.

 




Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
CENA DO FILME "BOCAGE"

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Amanhã novo filme: "A REVOLUÇÃO DE MAIO"

 



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CENA DO FILME "BOCAGE"

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CARTAZ DA VERSÃO ESPANHOLA DO FILME "BOCAGE" COM O TITULO "LAS TRES GRACIAS"

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"As Co-producções com Espanha" - Parte II

Esta colaboração tinha como objectivo ajudar os técnicos portugueses a aprenderem, porque apesar da existência de laboratórios e estúdios, não havia em Portugal uma escola de profissionais de cinema, por isso era necessário que técnicos de fora lhes pudessem ensinar suas técnicas.

O único filme que coincide com estas características, é a produção da Ibéria Filmes "Una Semana de Felicidad" realizada por Max Nossech, entre os seus interpretes pode-se encontrar os portugueses Tony D'Algy e o próprio Arthur Duarte.

Arthur Duarte continuou colaborando com a produtora espanhola, aparecendo o seu nome como ajudante de realização e actor no filme "Aventura Oriental", realizada por Max Nosseck em 1935.

Arthur Duarte também será ajudante de realização na seguinte colaboração entre ambos os países, "Bocage/Las Tres Gracias", filme ralizado por Leitão de Barros para a produtora espanhola Hispano-Portugués e para a portuguesa Sociedade Universal de Superfilmes. Este filme terá duas versões, uma protagonizada apenas por portugueses e outra só por espanhóis. As duas versões serão igualmente filmadas nos estúdios da Tobis Portuguesa em Lisboa. A versão portuguesa terá sua estreia em 1 de Dezembro de 1936. Uma das finalidades das duas versões será a sua exportação para o mercado Hispano-americano. O filme alcançará um enorme êxito no Brasil, ao se estrear em meados de 1937. O mesmo êxito terá em 1938 ao se estrear na Argentina no dia 22 de Novembro. Invulgar será dizer que em Espanha o filme só terá sua estreia em 4 de Março de 1940.

Dados sobre a versão espanhola de Bocage:

Reparto: Alfredo Mayo, Fuensanta Lorente, Carmen de Lucio, Luchy Soto, Josefina Otero, Alfredo Corcuera, Eloy Vilches, Manuel de los Ríos, Sánchez Pineda, Susy Sayal, Antonio Silva, Francisco Costa (bailarin)
Estreno: 04-03-1940 Madrid: Rialto - 04-08-1941 Barcelona: Saboya

 




"LAS TRES GRACIAS" - VERSÃO ESPANHOLA DO FILME "BOCAGE"

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CARTAZ DA VERSÃO ESPANHOLA DO FILME "BOCAGE" QUE SE INTITULAVA "LAS TRES GRACIAS"

"As Co-producções com Espanha" - Parte 1

Durante os anos quarenta, Espanha e Portugal manterão uma série de contactos políticos e económicos que virão romper com a tradicional apatia que caracterizava as suas relações diplomáticas. As causas desta união são bastantes perceptíveis: ambos os países possuem uma cultura similar, e por sua vez são governados por uma ditadura que se manterá neutra perante um conflito mundial. Perante esta situação, decidem estreitar a sua amizade e suas relações comerciais.

Estas conexões, no entanto, abrangem desde a alta diplomacia até a produtos de primeira necessidade, não sendo alheia a esta frutífera amizade a industria cinematográfica. Porque será precisamente nesta altura que se realizará o maior número de co-produções luso-espanholas? Porque haverá nesta ocasião um intercambio constante de artistas e técnicos?

Perante o irrompimento da 2ª Guerra Mundial, Espanha e Portugal haviam-se declarado neutras. Posteriormente, Salazar e Franco assinariam um tratado de não-agressão e de amizade em 17 de Março de 1939. Esta pacto foi o ponto de partida da transformação das relações de ambos os países, historicamente indiferentes e apáticas, em uma colaboração e amizade quase obrigatória, perante a aparente neutralidade da Península Ibérica.

Os sucessos da linha central e os sentimentos germanófilos de alguns políticos fizeram com que Espanha saísse da neutralidade em Junho de 1940.

Em consequência disso, o Embaixador Teotónio Pereira, a 29 de Junho de 1940, promove a assinatura de um protocolo adicional que rectificasse a amizade da Península Ibérica tranquilizando assim os portugueses.

Quando os EUA entram na guerra em Dezembro de 1941, a Espanha adquire um papel mais moderado no seu posicionamento estratégico. Neste momento, uma aliança com Portugal, aliado histórico de Inglaterra, é fundamental para assegurar a continuidade da não agressividade entre ambos os Países.

Neste momento, as relações cinematográficas entre ambos os Países multiplicam-se, começando assim uma politica de colaboração, que vai levar ao início de inúmeras co-produções, embora seja digno de nota, que as relações cinematográficas entre ambos os Países já tivesse iniciado antes da guerra, no entanto foi durante e no após guerra que ela se vai intensificar.

A primeira co-produção de que se tem conhecimento remonta ao ano de 1924, quando o realizador português Reinaldo Ferreira dirige em Espanha o filme "El Botones del Ritz". O filme foi inteiramente filmado em Lisboa, embora seja protagonizado apenas por actores espanhóis.

Dez anos depois, em 1934, a imprensa especializada fala da constituição de um consorcio Luso-espanhol de produção de filmes entre a Ibérica Filmes de Barcelona, e o bloco H. da Costa de Portugal. O contacto dessa relação era Arthur Duarte, contratado como assistente geral de produção da Ibérica Filmes. Vários técnicos e artistas escolhidos por Arthur Duarte, eram alemães refugiados em Paris, que haviam fugido da ameaça nazista, e que lá se tinham conhecido. Hamilcar da Costa, perante a possibilidade de contar com grandes profissionais alemães, funda a sua própria produtora e realiza o filme "Gado Bravo" em 1934, realizado por António Lopes Ribeiro, debaixo da supervisão Max Nosseck. Entre os técnicos e artistas alemães contava-se com Olly Gebauer, esposa de Max Nosseck, Erich Phillipi e seu irmão Herbert Lippschiltz, Heinrich Gaertner, Siegfried Arno, Anny Ondra e Erich Thoren. Também colaborou nesse filme o técnico de som espanhol, F. Bernaldez. O filme tem a sua estreia em Agosto de 1934. Este acordo entre as duas produtoras, vai levar a que a Ibérica Filmes se comprometa a participar nos filmes portugueses do Bloco H. da Costa, e por sua vez esta tinha a exclusividade de distribuir em Portugal todos os filmes da Ibérica Filmes.

 



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CENA DO FILME "BOCAGE"

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A propósito deste filme, haverá que fazer referência a um facto que pela primeira vez acontecia no cinema português, uma co-produção com Espanha. E assim surge o filme "Las Tres Gracias", versão espanhola de "Bocage, filmada simultaneamente com a versão portuguesa, mas com intérpretes espanhóis. É sobre esta versão que falaremos amanhã.

 



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FOTO DO GRANDE TENOR PORTUGUES TOMAZ ALCAIDE

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CANÇÃO DE TOMÁZ ALCAIDE PARA O FILME "BOCAGE"


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CENA DO FILME BOCAGE

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TOMAZ ALCAIDE CANTA A FAMOSA CANÇÃO "O AMOR É CEGO E VÊ"

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CENA DO FILME "BOCAGE" ONDE O GRANDE TENOR PORTUGUÊS TOMÁS ALCAIDE CANTA A FAMOSA CANÇÃO "O AMOR É CEGO E VÊ"


"O Amor é Cego e Vê"

No homem ou na mulher
Amor é uma cegueira
Mas só não vê quem não quer
E vê sempre a quem o queira.
Amor é cego e vê, não sei porquê,
Amor é cego e vê, não sei porquê.
Deus lhe deu esta graça
Este poder fatal
De ver dentro de nós o que se passa
Como se o peito fosse de cristal.
Se o Amor nos olha, logo a gente
Preso na alma o sente
E escuta a sua voz.
Mas o que enfim se não entende:
Aquele a quem se prende
É quem nos prende a nós
Amor é viver não sei porquê
Amor é viver não sei porquê
Por mais que feche os olhos pra não ver
Acabas sempre por me aparecer
Se o Amor nos olha, logo a gente
Preso na alma o sente
E escuta a sua voz.
Mas o que enfim se não entende:
Aquele a quem se prende
É quem nos prende a nós
Nos prende a nós

 




"MARCHA DOS MARINHEIROS" - VERSÃO CANTADA POR ANTÓNIO CALVÁRIO
"Marcha dos Marinheiros"
Música de Carlos Calderón
Filme – Bocage – Leitão de Barros, 1936

Refrão
Os marinheiros aventureiros
São sempre os primeiros
Na terra ou no mar.
Ao ver as belas
Pelas janelas,
Soltam logo as velas
Para as conquistar.

A navegar,
Sobre as ondas, desde Goa,
Nós viemos a pensar
Nas meninas de Lisboa.
Desembarcados,
Mesmo assim, os marinheiros
Vão ficar ancorados
A uns olhos traiçoeiros.

Salgadas pelo Mar
As nossas bocas vêm,
Vêm procurar o mel que os beijos têm,
Que é tão bom para as adoçar.

Largamos vela na ribeira de Pangim,
A pensar numa janela enfeitada de alecrim.
Entrando a barra,
Mal a nau chega a Belém,
O marujo deita amarra
À mulher que lhe convém.
Refrão



CENA DO FILME "BOCAGE" REALIZADO POR LEITÃO DE BARROS

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Pela foto pode-se ver que Leitão de Barros teve um cuidado enorme com o rigor histórico, com os cenários e os adereços. No entanto, apesar de ser um filme de época, ambientado no século XIII, as canções não podiam faltar. Durante todo o filme, ouve-se canções, como se de uma opereta se tratasse.

 



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CENA DO FILME "BOCAGE"

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RAUL DE CARVALHO NO PAPEL DE BOCAGE

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Intérpretes

Raul de Carvalho - Bocage

Maria Castelar - Ana Perpétua / Anália

Maria Helena Matos - Maria Vicência / Márcia

Celita Bastos - Canária

João Villaret - Príncipe Regente

António Silva - Tomé

Lino Ferreira - Francisco

e ainda: Joaquim Prata; Maria Valdez; Araújo Pereira; Tarquínio Pereira; Regina Montenegro...

Realização - Leitão de Barros    

Produção - Sociedade Universal de Superfilmes

Fotografia - Aquilino Mendes, Josefh Barth, Salazar Diniz e Octávio Bobone

Música - Afonso Correa Leite

 



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ANTÓNIO SILVA E LINO FERREIRA NUMA CENA DO FILME "BOCAGE"

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Bocage (Raul de Carvalho), ainda oficial de infantaria da marinha, regressa a Lisboa, doente, a bordo de uma nau. É recebido em casa do seu camarada de bordo, o tenente Coutinho (Tarquínio Vieira). Este, seu íntimo e bom amigo, tem duas irmãs - Márcia (Maria Helena Matos) e Anália (Maria Castelar), anagramas de Maria Vicência e de Ana Perpétua.
Márcia, é uma linda mulher, provocante, bela e leviana. Está noiva. Anália é quase uma criança; tem 17 anos e a paixão mística de Deus: quer entrar para um convento. A chegada e o convívio com o poeta, do qual as duas irmãs se fazem enfermeiras, vem alterar profundamente estes dois destinos, que pareciam traçados definitivamente.
Bocage enlouquece as duas mulheres. Anália renuncia ao convento. Márcia, que se lhe entregou, desmancha o seu casamento. Mas a verdadeira paixão de Bocage é Anália.
Márcia é apenas uma mulher bela que lhe despertou os sentidos. Então, Coutinho, que vê a ingratidão do poeta, pagando desta forma a hospitalidade recebida, obriga-o a sair de casa. Bocage promete-lhe anular o mal que involuntariamente causou. «Fazer-se-á desprezar aquele que se soube fazer amar.» Entretanto na vida dos prazeres fáceis, o poeta, com o seu génio, torna-se arquipopular. É nos botequins e nos bailes campestres que conhece uma cantadeira do Brasil, a Canária (Celita Bastos), mulata linda que por ele se entontece. Esta é apenas o sensual amor, onde o poeta vai esquecer os seus pensamentos mais puros...
Das duas irmãs de Coutinho, Bocage, como se disse, apenas gostava verdadeiramente de Anália, a criança pura que confiara nele. É este o acerbo da sua paixão. Num momento não tem coragem e aceita tornar a vê-la - anda tonto em torno dessa luz suave e mística. Mas, obrigado pelo seu compromisso, dela se afasta de novo.
E as outras duas mulheres que o amavam?
Márcia, desconfia dos amores do poeta pela irmã, e espia-os.
A cantadeira Canária faz tudo para salvar o poeta das perseguições da polícia, motivadas pelos seus escândalos e pelas ideias revolucionárias - e continua a idolatrá-lo na sua humildade de mulher do povo.
Entre as personagens de interesse figura um esbirro da Intendência da Polícia, que persegue o poeta (António Silva). Como, porém, por sua vez, este gosta da cantadeira, esses amores dão lugar a peripécias cómicas. Para esquecer-se da imagem de Anália, Bocage procura todas as aventuras fáceis. Uma tarde, no caminho para uma festa de campo, o poeta segue uma elegante desconhecida, cujo véu lhe oculta o rosto. É Anália. Passaram tempos e o poeta, que não esperava vê-la sozinha e nesse local, não a reconhece. Mas Márcia, que no seu despeito de mulher vencida não deixa de observar a irmã, surpreende a corte de Bocage feita a Anália. E, desmascara-os! - ao poeta e à irmã.
Essa cena traz a renúncia definitiva das duas raparigas ao poeta. Márcia, violenta, protesta. Anália, a suave criança, que acreditou nele, foge com uma lágrima silenciosa. O acaso fez aquilo que Bocage nunca teria a força de fazer. Coutinho, que supõe que esse encontro das duas irmãs foi provocado por Bocage para as fazer desiludir dele próprio - reconcilia-se com este.
Os dois destinos que o poeta inconscientemente destruíra - estavam agora recompostos...
Numa grande recepção de Queluz, Márcia aparece já pelo braço do seu noivo. Bocage abandona os jardins do Palácio Real, onde os seus versos se cantam e onde o seu génio é exaltado, e depois de Coutinho lhe ter dito que Anália entra nessa noite para o convento de Odivelas.
Bocage corre para lhe falar mais uma vez, para dizer-lhe que o seu verdadeiro amor é ela, que só ela seria capaz de o salvar. Mas é tarde: fecha-se a portaria do convento sobre a nova professa.
A janela iluminada da sua cela, tem luz: vê-se a silhueta dum grande crucifixo aos pés do qual Anália reza.
Um bando de camponeses e de populares, com os quais vem a Canária, envolve-o nos seus cânticos e leva-o para junto do povo, donde o poeta já não poderá sair. E Bocage, o folião, o brejeiro, o pândego, o chocarreiro, canta e segue na marcha popular, mas os seus olhos, onde baila uma última lágrima, por um amor puro e simples, ficam olhando para trás, na direcção da janela iluminada, onde Anália tomba vencida aos pés da cruz...




"BOCAGE", ESTREADO A 1 DE DEZEMBRO DE 1936 NO CINEMA SÃO LUIS

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A Sociedade Universal de Superfilmes, decide em 1936 filmar a história do poeta português Bocage. Personagem do século XIII, nascido em Setúbal em 1765 e falecido em Lisboa em 1805, era um dos poetas mais admirado e conhecido dos portugueses. Por isso, Leitão de Barros decide transpor para as telas a vida e história de Bocage. No entanto, este filme não seria apenas uma biografia do poeta, mas sim uma história romanceada sobre a vida e amores de Bocage.

 




Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
BEATRIZ COSTA E PROCÓPIO FERREIRA NUMA CENA DE "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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Com esta foto nos despedimos deste filme. "O trevo de Quatro Folhas" foi um grande sucesso de bilheteira na altura, consagrando Beatriz Costa como uma vedeta cinematográfica.

 

Voltarei amanhã, com um novo filme: "Bocage", realizado por Leitão de Barros em 1936.



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CENA DE "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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"O TREVO DE QUATRO FOLHAS" - CENAS DE UM FILME PERDIDO
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"O TREVO DE QUATRO FOLHAS" - CENAS DE UM FILME PERDIDO
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"O TREVO DE QUATRO FOLHAS" - CENAS DE UM FILME PERDIDO
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CENAS DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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CENAS DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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CENAS DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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CENAS DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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Irei colocar várias fotos deste grande filme, infelizmente desaparecido. Algumas fotos têm uma qualidade fraca devido à sua antiguidade, mas mesmo assim, na minha opnião acho que são valiosas, pois são a única forma de relembrar este filme português.


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CENA DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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FOTO TIRADA DURANTE AS FILMAGENS

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EDUARDO CHIANCA DE GARCIA

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FOTO TIRADA DURANTE AS FILMAGENS DE "O TREVO DE QUATRO FOLHAS", REALIZADO POR CHIANCA DE GARCIA, DE QUEM IREMOS FALAR HOJE


Nome completo: Eduardo Chianca de Garcia

Data de nascimento: 14 de Maio de 1898 (Lisboa)

Realizador de cinema, dramaturgo e jornalista português, Eduardo Chianca de Garcia nasceu em 14 de Maio de 1898, em Lisboa, e morreu em 28 de Janeiro de 1983, no Rio de Janeiro. Após uma curta carreira como actor amador, revelou qualidades excepcionais como autor dramático na peça Filha de Lázaro, escrita em colaboração com Norberto Lopes e levada à cena em 1923. Com António Lopes Ribeiro e Boto de Carvalho, fundou, em 1928, a revista Imagem, onde principiou a campanha para a criação da indústria do cinema sonoro. Dois anos depois, realizou o seu primeiro filme, Ver e Amar, uma película muda cómica que se estreou no Teatro de S. Luís. Foi um dos fundadores da Tóbis Portuguesa em 1932. Foi o supervisor de A Canção de Lisboa (1933) e o director de produção de As Pupilas do Senhor Reitor (1935). Em 1939, partiu para o Brasil, onde prosseguiu a sua carreira de realizador e jornalista. Foi um dos pioneiros da televisão brasileira, para além de ter sido director artístico do prestigiado Casino da Urca. Na sua filmografia, merecem referência, além das obras atrás mencionadas, O Trevo das Quatro Folhas (1936), A Rosa do Adro (1938), A Aldeia da Roupa Branca (1938), Pureza (1940) e Vinte e Quatro Horas de Sonho (1941), os dois últimos realizados no Brasil. Foi também argumentista, cabendo-lhe a autoria do guião de Appassionata (1952), e realizador televisivo, tendo dirigido a telenovela Coração Delator (1953) para a extinta TV Tupi.

Filmografia de Chianca de Garcia

1930 - "Ver e Amar"

1936 - "O Trevo de Quatro Folhas"

1938 - "A Rosa do Adro"

1938 - "Aldeia da Roupa Branca"

Data de óbito: 28 de Janeiro de 1983


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O GRANDE ACTOR CÓMICO NASCIMENTO FERNANDES AO LADO DE BEATRIZ COSTA EM "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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Nome completo: Manuel Fernandes do Nascimento

Data de nascimento: 6 de Novembro de 1881 (Faro)

Estreia-se no teatro no Brasil. Foi casado com a actriz Amélia Pereira. Teve uma longa e recheada carreira teatral.
Em 1907, Nascimento Fernandes triunfava nos palcos do teatro de revista, na peça "Ó da Guarda", no teatro de Príncipe Real, onde interpretava o papel do guarda Savalidade. É nesta ocasião que Lino Ferreira, homem de teatro, e entusiástico por tudo que tivesse que ver com o teatro, decide introduzir na dita revista, um sketch cinematográfico. Com o apoio de Luís Galhardo e Barbosa Júnior, os autores da revista em cena, criaram um quadro para o efeito. Surge então, aquele que é considerado o primeiro filme português de ficção, o filme "O Rapto de Uma Actriz". Participavam no filme praticamente todos os actores da revista, Luz Veloso, Carlos Leal, o próprio Nascimento Fernandes, entre muitos outros. A revista teve um sucesso colossal. A partir daí a paixão pela nova arte, o cinema, leva-o em 1919 a realizar pequenos filmes, interpretado por si e pela sua mulher, a actriz Amélia Pereira.
Entrou em peças como "Vem Cá, Não Tenhas Medo"; "O Chapéu de Coco", ambas em 1925; "O Rei do Ouro" em 1928; "O Doutor Sovina" e "Dona Formiga", ambas em 1932; "Seja Feita a Tua Vontade" em 1933; "As Três Helenas" e "Pimpinela" ambas em 1938; entrou igualmente em inúmeras revistas tais como: "Chá de Parreira" em 1929; "Nobre Povo" em 1935; "O Liró" em 1937, entre tantas que poderíamos enumerar.
Para a memória dos cinéfilos actuais, fica a lembrança do dono da loja das tentações no filme "Aniki-Bobó" , ou no professor de moral, Plácido Mesquita, no hilariante filme "A Vizinha do Lado".
Actualmente, existe uma rua com o seu nome na cidade que o viu nascer, Faro.

Filmografia de Nascimento Fernandes

1907 - "O Rapto de uma Actriz" - Lino Ferreira

1909 - "Os Crimes de Diogo Alves" (Inacabado) - Lino Ferreira e João Freire Correia

1919 - "Vida Nova" - Nascimento Fernandes

1919 - "Nascimento Apaixonado" - Nascimento Fernandes

1919 - "Nascimento, Músico" - Nascimento Fernandes

1919 - "Nascimento, Sapateiro" - Nascimento Fernandes

1921 - "Um Duelo Célebre" - Armando Layolo

1930 - "Lisboa, Crónica Anedótica" - Leitão de Barros

1936 - "O Trevo de Quatro Folhas" - Chianca de Garcia

1942 - "Aniki-Bobó" - Manoel de Oliveira

1945 - "A Vizinha do Lado" - António Lopes Ribeiro

Data de óbito - 1955



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CENA DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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"CANÇÃO DO FUTEBOL"

Cada estrela de oiro
Diz a quem a chute
Foi um anjo loiro
Que me deu um chute
A jogar com calma
Sem perder a fé
Teima e leva a palma
Jogador com alma
Arrebentava o mundo
Se lhe desse um pontapé

Saia quem é torto
Viva o sol em brasa
Quem tem massa vai ao Porto
Quem não tem ficou em casa
A Maria Rita, hoje ressuscita
Para ver o desafio
Com um granzinho na asa

Se a selecção trabalha
É como eu quero
Agora é que não falha
Nove a Zero

Via lá que a rua
Se é caminho frio
Por onde a lua
Foi ao desafio
Um amor profundo
É um campeão
Falha num segundo
Foi o homem ao mundo
Para dar á gente
Num café, recordação

Saia quem é torto
Viva o sol em brasa
Quem tem massa vai ao Porto
Quem não tem ficou em casa
A Maria Rita, hoje ressuscita
Para ver o desafio
Com um granzinho na asa

Se a selecção trabalha
É como eu quero
Agora é que não falha
Nove a Zero

Meu amor tem medo
É um amor covarde
Nasce sempre cedo
Chega sempre tarde
O amor é uma encosta
Fácil de trepar
Que a mulher não gosta
Não lhe dá resposta
O ciúme é corda para o homem se enforcar

Já não sei se o diga
Nenhuma me liga
Qualquer tipo tem piada
Faz namoro a mais de mil
Mulher que não ria
Chegarás um dia
Hás-de ver que o Zé Maria
É o ás do Zé cá mil

Se vieres tu também
Com razão
Verás que te convêm
Sim ou não

Se vieres tu também
Com razão
Verás que te convêm
Sim ou não


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BEATRIZ COSTA E O ACTOR BRASILEIRO PROCÓPIO FERREIRA NUMA CENA DE "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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"O Trevo de Quatro Folhas" era um filme onde não faltavam canções, até porque naquela época não se compreendia um filme português sem canções. Entre as canções do filme, uma ficou célebre, passando a ser cantada por toda a gente, era "A Canção do Futebol". A canção teve tal sucesso que acabou por ser utilizada numa revista do parque mayer.
Hoje iremos recordar a sua letra



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BEATRIZ COSTA NO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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Beatriz Costa tem neste filme o grande desafio da sua vida, interpretar dois papeis completamente distintos. Faz o papel de Manuela, jovem recatada, doce e ingénua, caixeirinha do quiosque "Trevo de Quatro Folhas", que vive com sua mãe, dona da pensão dos rouxinóis. Faz também neste filme o papel de Rosita, aventureira sem escrúpulos, mulher perigosa que vem atrás do milionário brasileiro, Juca, interpretado pelo actor brasileiro, Procópio Ferreira.
Beatriz Costa, actriz de teatro já consagrada e amada pelo público, tem neste filme a sua prova de fogo, e consegue superá-la. O êxito do filme perante a critica e o público, levam Beatriz Costa a ser considerada tembém, como uma grande actriz cinematográfica.


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PUBLICIDADE DA ÉPOCA AO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"
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CENA DE "O TREVO DE QUATRO FOLHAS" COM BEATRIZ COSTA E NASCIMENTO FERNANDES

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Intérpretes

Beatriz Costa - Manuela / Rosita

Nascimento Fernandes - José Maria

Procópio Ferreira - Juca

Maria Castelar - Lúcia

Costinha - Cantor de Jazz

e ainda: Mafalda Evandauns; António Sacramento; Rafael Marques; Alfredo Ruas; Carlos Baptista...

Realização - Chianca de Garcia     

Produção - Sonarte

Fotografia - Josefh Barth, Dino Lamberti, Karl Weiss, Aquilino Mendes

Música - Frederico Freitas

Duração aproximada: 110 mn. P/B Ano de produção: 1936


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BEATRIZ COSTA E NASCIMENTO FERNANDES NUMA CENA DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS"

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Argumento:

José Maria (Nascimento Fernandes), a quem sempre confundem com alguém, acaba por convencer-se de que é parecido com toda a gente, passando a gozar o prazer de se instalar na vida dos outros. Um dia, faz-se passar por um célebre bailarino, perante Rosita (Beatriz Costa), uma aventureira que decide regenerar, pois é igualzinha a Manuela (Beatriz Costa), uma rapariga que o ama, a ponto de José Maria se convencer de que ela tem uma vida dupla: uma de ingénua na pensão de sua mãe, outra sem escrúpulos ao sair do lar. Mas, o equívoco desfaz-se e José Maria paga a mentira, voltando a ser um pobre diabo.



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CARTAZ DO FILME "O TREVO DE QUATRO FOLHAS" DE 1936

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A 1 de Junho de 1936, estreia no cinema Tivoli o filme "O Trevo de Quatro Folhas". O filme contava no seu elenco com Beatriz Costa num duplo papel, de Manuela e Rosita, e o grande actor Nascimento Fernandes, grande nome do nosso teatro, participava tambem o actor brasileiro Procópio Ferreira. O filme era realizado por Chianca de Garcia, baseado na obra de Tomás Ribeiro Colaço. Foi o filme mais caro até à altura, custou a soma astronómica de 4000 contos.
Infelizmente este é um dos chamados "filmes perdidos", pois não existe nos nossos dias qualquer cópia ou negativo.


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Domingo, 13 de Abril de 2008
CENA FINAL DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR"

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Com esta foto despedimo-nos do filme "As Pupilas do Sr. Reitor". Amanhã entraremos no ano de 1936. Dois filmes saíriam dos nossos estudios nesse ano. O primeiro a estrear foi a comédia musical "O Trevo de Quatro de Folhas", que marcava o regresso de Beatriz Costa às telas do cinema. O filme teria a sua estreia a 1 de Junho desse ano no cinema Tivoli. O segundo a estrear seria o filme histórico realizado por Leitão de Barros, "Bocage". O filme contava com Raul de Carvalho no principal papel. A curiosidade é que por impossível que pareça, seria realizada uma versão para Espanha. Era o início das Co-producções com Espanha. O filme teve a sua estreia a 1 de Dezembro desse ano.

Amanhã, começaremos a falar do filme "O trevo de Quatro Folhas".


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CAPA DO VIDEO "AS PUPILAS DO SR. REITOR"
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CAPA DE UMA REVISTA DA ÉPOCA PUBLICITANDO O FILME
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CAPA DE UMA REVISTA DA ÉPOCA PUBLICITANDO O FILME
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CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR" COM EMILIA DE OLIVEIRA
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CENA DO FILME "AS PUPILAS DO SR. REITOR"
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ERNESTINO AUGUSTO COSTA - O POPULAR COSTINHA

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O POPULAR COSTINHA (AUGUSTO COSTA) NUMA CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR" AO LADO DE MARIA CASTELAR


Nome completo: Ernestino Augusto Costa

Data de nascimento: 24 de Fevereiro de 1891 (Santarém)

Estreia-se no teatro amador em 1912 na Trupe Dramática Portuguesa. Em 1913 é convidado por Jorge Grave para entrar na companhia do Teatro Moderno com a revista "Quadros Vivos". Estudou durante 3 anos no conservatório. Em 1914 parte numa digressão ao Brasil, onde obtém rasgados elogios do publico e da critica. Participou durante toda a sua vida em mais de 800 peças. É no ano de 1922 na revista "Cozido à Portuguesa", no Éden Teatro, que Costinha conhece aquela que iria se tornar a sua mulher, a actriz Luísa Durão. Entre as inúmeras peças em que participou, revistas, operetas ou teatro sério, destacamos: "História do Fado" em 1930; "Viva o Jazz" em 1931; "Milho Rei" em 1935; "O Jorge Cadete" em 1938; "Ribatejo" em 1939; "A Costureirinha" em 1943; "A Mulher do Padeiro" em 1944; "Cantiga da Rua" em 1950; "O Pato" em 1953; "Não Faças Ondas" em 1956; "Uma Bomba Chamada Etelvina" em 1961; "Põe-te a Pau" e "Aqui Há Fantasmas" ambas em 1962. Foi um dos actores mais queridos do publico português. Fez ao longo da sua vida várias digressões, tanto ao Brasil como às antigas colónias em Africa. Pode-se dizer que viveu intensamente para o teatro.

Filmografia de Costinha

1930 - "Lisboa, Crónica Anedótica" - Leitão de Barros

1931 - "A Severa" - Leitão de Barros

1935 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Leitão de Barros

1936 - "O Trevo de Quatro Folhas" - Chianca de Garcia

1938 - "A Rosa do Adro" - Chianca de Garcia

1939 - "A Varanda dos Rouxinóis" - Leitão de Barros

1940 - "João Ratão" - Jorge Brum do Canto

1942 - "Lobos da Serra" - Jorge Brum do Canto

1946 - "Cais do Sodré" - Alejandro Perla

1946 - "Camões" - Leitão de Barros

1946 - "Um Homem do Ribatejo" - Henrique Campos

1947 - "Os Vizinhos do Rés-do-Chão" - Alejandro Perla

1948 - "Uma Vida Para Dois" - Armando Miranda

1949 - "Sol e Toiros" - José Buchs

1949 - "Cantiga da Rua" - Henrique Campos

1949 - "A Morgadinha Dos Canaviais" - Caetano Bonucci

1951 - "Madragoa" - Perdigão Queiroga

1953 - "Rosa de Alfama" - Henrique Campos

1954 - "O Costa de África" - João Mendes

1956 - "O Noivo Das Caldas" - Arthur Duarte

1957 - "Perdeu-se Um Marido" - Henrique Campos

1957 - "Dois Dias no Paraíso" - Arthur Duarte

1958 - "O Homem do Dia" - Henrique Campos

1958 - "A Costureirinha da sé" - Manuel Guimarães

Data de óbito: 24 de Janeiro de 1979


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CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR"
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EMILIA DE OLIVEIRA E ANTÓNIO SILVA

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Nome: Emilia de Oliveira

Data de nascimento: 25 de Novembro de 1875

Estreia-se no teatro do Príncipe Real em 1899, ao lado de Adelina Abranches na peça "A Dama de Ouros". A sua beleza e talento rapidamente se fizeram notar, o teatro e o cinema não mais a deixaram de procurar. Fez parte da companhia teatral Rey-Colaço/Robles Monteiro onde entrou em inúmeras peças tais como: "As Virtudes da Germana" e "O Pombo Mariola", ambas em 1923; "Cristalina", "A Ondina" e "À Luz dum Vitral", todas em 1924; "A Mulher Nua" e "Os Velhos", ambas em 1925; "Castro" em 1928; "Degredados" em 1930; "Tá Mar" em 1936; entre muitas outras. Apesar da longa e recheada carreira dedicada ao teatro e ao cinema, quem se lembra hoje de Emília de Oliveira?

Filmografia de Emilia de Oliveira

1921 - "Velha Gaiteira" - Ernesto de Albuquerque

1923 - "Claudia" - Georges Pallu

1923 - "Lucros Ilícitos" - Georges Pallu

1923 - "Os Olhos da Alma" - Roger Lion

1923 - "Tragédia de Amor" - António Pinheiro

1930 - "Lisboa, Crónica Anedótica" - Leitão de Barros

1935 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Leitão de Barros

1937 - "A Revolução de Maio" - António Lopes Ribeiro

1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros

1938 - "A Rosa do Adro" - Chianca de Garcia

1938 - "Os Fidalgos da Casa Mourisca" - Arthur Duarte

1940 - "O Feitiço do Império" - António Lopes Ribeiro

1940 - "Pão Nosso" - Armando de Miranda

1941 - "O Pai Tirano" - António Lopes Ribeiro

1943 - "Amor de Perdição" - António Lopes Ribeiro

1944 - "O Violino de João" - Brás Alves

1945 - "A Vizinha do Lado" - António Lopes Ribeiro

Data de óbito: Julho de 1968


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MARIA MATOS NUMA CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR"
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MARIA DA CONCEIÇÃO MATOS FERREIRA DA SILVA
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A GRANDE MARIA MATOS NUMA CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR"

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Nome completo: Maria da Conceição Matos Ferreira da Silva

Data de nascimento: 29 de Setembro de 1891

Maria de Conceição de Matos Ferreira da Silva nasce em Lisboa, a 29 de Setembro de 1891.
Estuda Piano, Canto e Arte Dramática no Conservatório de Lisboa, fazendo exame final com a peça Rosas de Todo Ano escrita expressamente por Júlio Dantas.
Estreia-se profissionalmente no Teatro Nacional D. Maria II na peça Judas (1907), de Augusto de Lacerda. Casa-se em 1913 com o actor Mendonça de Carvalho, com quem funda no Teatro Ginásio a empresa teatral Maria Matos - Mendonça de Carvalho, companhia que obteve considerável prestígio. Em 1940, é nomeada professora do Conservatório Nacional de Teatro, onde rege as cadeiras de Estética Teatral e de Arte de Dizer.
O seu talento evidenciou-se na farsa e na comédia, géneros em que se consagrou. No cinema participou em filmes de sucesso como Costa do Castelo (1943) e A Menina da Rádio (1944) de Arthur Duarte em que contracenava com António Silva, participando também noutros filmes, como As Pupilas do Sr. Reitor (1935) e Varanda dos Rouxinóis (1939) de José Leitão de Barros ou A Morgadinha dos Canaviais (1949) de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari.
Escreveu as peças A Tia Engrácia, Direitos de Coração e Escola de Mulheres; publicou ainda Dizeres de Amor e Saudade. Após a sua morte, foram editadas As Memórias da Actriz Maria Matos, em 1955 e em 1972, o seu nome foi atribuído a um novo e agora conceituado teatro de Lisboa - o Teatro Maria Matos.
Era mãe da actriz Maria Helena Matos.
Morre em Lisboa, a 18 de Setembro de 1952.

Filmografia de Maria Matos

1935 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Leitão de Barros

1939 - "A Varanda dos Rouxinóis" - Leitão de Barros

1943 - "O Costa do Castelo" - Arthur Duarte

1944 - "Um Homem às Direitas" - Jorge Brum do Canto

1944 - "A Menina da Rádio" - Arthur Duarte

1948 - "Não há Rapazes Maus" - Eduardo Garcia Maroto

1949 - "Heróis do Mar" - Fernando Garcia

1949 "A Morgadinha dos Canaviais" - Caetano Bonucci

Data de óbito: 18 de Setembro de 1952

 



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OLIVEIRA MARTINS COMO PEDRO NO FILME "AS PUPILAS DO SR. REITOR"

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EDUARDO OLIVEIRA MARTINS

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NA FOTO PODE-SE VER O GALÃ OLIVEIRA MARTINS CONTRACENANDO COM AQUELA QUE MAIS TARDE SERIA SUA ESPOSA, A ACTRIZ MARIA PAULA


Nome completo: Eduardo Oliveira Martins

Data de nascimento: 13 de Junho de 1911

Foi actor e produtor cinematográfico. Em 1930, ainda estudante, estreia-se no cinema no filme mudo "Lisboa, Crónica Anedótica", de Leitão de Barros. Torna-se assim rapidamente no primeiro galã do cinema português. Nesse mesmo ano torna-se protagonista no filme "Maria do Mar", do mesmo realizador. Termina o curso, licenciando-se em Ciências Económicas e Financeiras, mas a sua grande paixão será sempre o cinema, seja na interpretação ou na parte técnica. Foi assistente técnico no filme "O Trevo de Quatro Folhas", e produtor-associado nos filmes Luso-espanhóis "Inês de Castro" e "O Diabo são Elas". Foi casado com a actriz Maria Paula.

Filmografia de Oliveira Martins

1930 - "Lisboa, Crónica Anedótica" - Leitão de Barros

1930 - "Maria do Mar" - Leitão de Barros

1931 - "A Severa" - Leitão de Barros

1935 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Leitão de Barros

1936 - "Bocage" - Leitão de Barros

1938 - "A Rosa do Adro" - Chianca de Garcia

1939 - "A Varanda dos Rouxinóis" - Leitão de Barros

1943 - "Fátima, Terra de Fé" - Jorge Brum do Canto 

1945 - "Sonho de Amor" - Carlos Porfírio

1947 - "Viela, Rua sem Sol" - Ladislao Vajda

Data de óbito: 21 de Outubro de 1991


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ANTÓNIO MARIA DA SILVA
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LEONOR D'EÇA E MARIA MATOS NUMA CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR"

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Nome completo: Leonor da Cunha de Eça

Data de nascimento: 8 de Agosto de 1905

Estreia-se no teatro Nacional D. Maria II em 1926, na peça "O Amor Vence". Faz um enorme sucesso ao cantar uma canção da autoria de Jaime Mendes, "A Feira", numa revista desse ano no teatro Ginásio. Actuou em quase todos os teatros de Lisboa da altura, como o Ginásio, na peça "O Caso do Dia" em 1926, Teatro Variedades onde entrou em inúmeras peças entre as quais "João Ninguém" em 1936. A sua fotogenia e simpatia não passou despercebida a Leitão de Barros, que a convida para ser uma das pupilas do Sr. Reitor do seu novo filme. O cinema só a voltaria a chamar em 1938 por Armando de Miranda, para o filme "Pão Nosso", que só acabaria por estrear em 1940. Existe na Costa da Caparica, cidade onde nasceu, uma rua que leva o seu nome.

Filmografia de Leonor D'Eça

1935 - "As Pupilas do Sr Reitor" - Leitão de Barros

1940 - "Pão Nosso" - Armando de Miranda

Data de óbito: 22 de Março de 1940


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A BELA E FOTOGÉNICA MARIA PAULA ESTREIA-SE NO CINEMA NO PAPEL DE CLARA

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Nome completo: Maria Paula Rosado Couvreur de Oliveira

Data de nascimento: 29 de Julho de 1917

Maria Paula desde bem pequena sonhava em ser actriz e cantora, mas no início a família manteve uma certa oposição a este sonho. Na década de 30 é escolhida por Leitão de Barros para o filme "As Pupilas do Sr. Reitor" no papel de Clara, uma das pupilas. Em 1937 é convidada por Estevão Amarante, com quem acaba por casar, para protagonizar junto com ele, a opereta "Bocage", no Éden Teatro, onde alcança um sucesso enorme. É convidada a entrar na companhia de Vasco Santana e Mirita Casimiro, e acompanha-os numa tournée pelo Brasil. Entra em inúmeras peças de teatro, revista ou opereta tais como: "O Cartaz de Lisboa" em 1937; "Na Ponta da Unha" em 1939; "A Desgarrada" em 1941; "La Revoltosa" em 1942; "Dois e Dois Cinco" em 1943; "Mulheres do Norte" em 1950; entre muitas outras. Mais tarde já separada, voltaria a casar com o actor Oliveira Martins. Fez uma longa carreira no São Carlos, onde fez parte duma companhia de bailados, onde pode mostrar os seus dotes vocais. Apesar da sua longa e recheada carreira, viria a morrer quase no anonimato.

Filmografia de Maria Paula

1935 - "As Pupilas do Sr. Reitor" - Leitão de Barros

1941 - "O Pátio das Cantigas" - Francisco Ribeiro

Data de óbito: 2005


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ANTÓNIO PAIVA RAPOSO FERROS

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Nome: António Paiva Raposo Ferros

Data de nascimento: 5 de Fevereiro de 1911

Paiva Raposo inicia a sua carreira teatral fazendo teatro amador no Grupo Dramático do Clube Estefânia. Em 1935 é descoberto por Leitão de Barros que o convida para protagonista do filme "As Pupilas do Sr. Reitor", fazendo assim o papel de Daniel das Dornas. O seu talento e a sua dedicação fazem com que, quer o cinema, quer o teatro não mais o deixem de chamar. Passa pelas maiores companhias de teatro das décadas de quarenta e cinquenta, como a companhia "Rey-Colaço/Robles Monteiro". Participou em centenas de peças, tais como: "Um Marido Ideal" e "É Preciso Viver" ambas em 1946; "Outono em Flor" e "Espada de Fogo" ambas em 1949; "Nau Catrineta" em 1951; "A Ceia dos Cardeais" em 1952; "A hora da Fantasia" em 1954; "As Árvores Morrem de Pé" em 1965, entre muitas outras.

Filmografia de Paiva Raposo

1935 - "As Pupilas do Senhor Reitor" - Leitão de Barros

1940 - "Pão Nosso" - Armando de Miranda

1946 - "Camões" - Leitão de Barros

1946 - "A Mantilha de Beatriz" - Eduardo Garcia Maroto

1947 - "Aqui Portugal" - Armando de Miranda

1949 - "A Morgadinha dos Canaviais" - Caetano Bonucci

1959 - "O Primo Basílio" - António Lopes Ribeiro

1959 - "O Passarinho da Ribeira" - Augusto Fraga

1962 - "Um Dia de Vida" - Augusto Fraga

1987 - "O Desejado - As Montanhas da Lua" - Paulo Rocha



CENA DE "AS PUPILAS DO SR. REITOR" COM ANTÓNIO SILVA NOUTRO PAPEL MEMORÁVEL DE JOÃO DA ESQUINA

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Argumento:

No Minho um lavrador, José das Dornas envia um de seu dois filhos, Daniel, para Coimbra para estudar medicina. Quando o rapaz regressa encontra o irmão, Pedro, noivo de Clara. Esta tem uma irmã Margarida, que em tempos estivera noiva do medico, mas agora Daniel apaixona-se pela sua futura cunhada. Uma noite, as coisas precipitam-se quando Pedro encontra Daniel em casa de Clara, mas Margarida para salvar a vida e a honra da irmã, aparece como sendo ela que estava com Daniel. O seu gesto nobre é apreciado pela sua irmã que se arrepende do mal que causou, e de Daniel que cai em si, sentindo remorsos por quase estragar a felicidade do irmão. Mas, os habitantes da aldeia não perdoam a Margarida, acusando-a de imoralidade e de falta de escrúpulos. Será o reitor da aldeia que tudo resolverá.



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CARTAZ DE UMA PARTITURA MUSICAL DO FILME "AS PUPILAS DO SR. REITOR"

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falaremos das músicas do filme.
Afonso Correia Leite, Frederico de Freitas, Cruz e Sousa e Armando Leça brindaram o filme com um série de lindíssimas canções, todas com letras da poetisa Fernanda de Castro.
As canções eram, "Marcha para as Vindimas" cantada por Maria Paula e populares; "Canção da Cabreira" cantada por Leonor D'Eça; "Cantiga ao Desafio" cantada por Maria Paula e Oliveira Martins; "Canção de Amor" tambem por Maria Paula e finalmente o "Vira da Desfolhada" cantada por Maria Paula e populares.




CARTAZ ESPANHOL DO FILME "AS PUPILAS DO SR. REITOR"
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CARTAZ DO FILME "AS PUPILAS DO SR. REITOR" POR OCASIÃO DA SUA ESTREIA EM ESPANHA

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"As Pupilas do Sr. Reitor" teve um assinalável êxito no nosso País, mas o que é de estranhar, é que o filme foi vendido para o Brasil e para Espanha, onde o seu êxito foi muito maior.

Intérpretes

Joaquim Almada - Reitor

Maria Matos - Senhora Joana

António Silva - João da Esquina

Leonor D'Eça - Margarida

Maria Paula - Clara

Paiva Raposo - Daniel

Oliveira Martins - Pedro

Carlos de Oliveira - José das Dornas

Emília de Oliveira - Senhora Teresa

Lino Ferreira - João Semana

Maria Castelar - Francisca

Costinha - Barbeiro

Perpétua dos Santos - Senhora Zefa

e ainda: Regina Montenegro; Vital dos Santos; Teresa Taveira; Juvenal de Araújo...

Realização - Leitão de Barros   

Produção - Tobis Portuguesa

Fotografia - Heinrich Gartner

Música - Afonso Correia Leite, Cruz e Sousa e Armando Leça

Duração aproximada: 102 mn. P/B Ano de produção: 1935


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"AS PUPILAS DO SR. REITOR" ESTREIA A 1 DE ABRIL DE 1935 NO TIVOLI

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Em 1935, Leitão de Barros decide transpor para as telas o famoso romance de Júlio Dinis, "As Pupilas do Sr. Reitor". O filme custou a soma de 890 contos, o que mesmo na altura, não foi dos filmes mais caros, e durou dois meses a ser filmado. Já em 1922, o realizador Francês Maurice Mariaud tinha filmado uma versão muda deste romance para a Caldevilla Film, um estúdio de cinema do Porto.



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CENA FINAL DE "GADO BRAVO"

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Nome completo: António Filipe Lopes Ribeiro

Data de nascimento: 16 de Abril de 1908 (Lisboa)

Filmografia de António Lopes Ribeiro

1934 - "Gado Bravo"

1937 - "A Revolução de Maio"

1940 - "O Feitiço do Império"

1941 - "O Pai Tirano"

1943 - "Amor de Perdição"

1945 - "A Vizinha do Lado"

1950 - "Frei Luís de Sousa"

1959 - "O Primo Basílio"

Data de óbito: 1995


Da parte da tarde entraremos no ano de 1935. Leitão de Barros decide transpor para as telas o famoso romance de Júlio Dinis, "As Pupilas do Sr. Reitor".


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PUBLICIDADE DA ÉPOCA AO FILME "GADO BRAVO"

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ANTÓNIO LOPES RIBEIRO

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ANTÓNIO LOPES RIBEIRO - O REALIZADOR DE "GADO BRAVO"


António Lopes Ribeiro começou por dedicar-se ao jornalismo nos anos 20, cedo desenvolvendo uma intensa actividade de crítico de cinema no Diário de Lisboa. A página "Arte Cinematográfica / o claro-escuro animado", que assinava com as iniciais A.R. e o pseudónimo Retardador, foi publicada pela primeira vez a 12 de Julho de 1927 e terá sido, em todo o mundo, a primeira dedicada exclusivamente ao cinema a surgir num jornal diário.
Estreia-se como realizador com Bailando ao Sol (1928), que poderia definir-se como um filme coreográfico, em que alunas duma escola de bailado representavam, do ponto de vista estético, a mulher do séc. XX. Perfilhando muitos dos pontos de vista de Leitão de Barros sobre cinema, escreve juntamente com ele o argumento de Maria do Mar, obra ímpar da cinematografia nacional que só estrearia em 1930. Ainda em 1928 funda, com Chianca de Garcia, a revista "Imagem", a primeira de três publicações sobre cinema que dirige — as outras foram "Kino" (1930) e "Animatógrafo" (1933) — e em todas, entre outros aspectos, fez a apologia do cinema sonoro, que em Portugal, tal como um pouco por todo o mundo, foi recebido por alguns com cepticismo.
António Lopes Ribeiro procurou sempre, sobretudo nos primeiros anos da sua actividade fílmica, estar a par do que de mais moderno se fazia em cinema. Em 1929, após realizar Um Batida em Malpique sobre uma caçada às lebres na coutada da família Infante da Câmara, partiu para Moscovo, visitando estúdios e documentando-se sobre técnicas de cinema, inclusivamente de propaganda. Regressado a Portugal dirige ainda nesse ano a parte passada em Lisboa, com actores portugueses, do filme alemão A Menina Endiabrada.
Os anos 30 trariam a Portugal muitos naturais da Alemanha, fugidos à crescente influência política do nazismo. Entre eles, encontra-se um número considerável de técnicos de cinema e até de actores. A indústria cinematográfica portuguesa é quase inexistente quando comparada com a alemã, mas António Lopes Ribeiro será um bom contacto para poderem prosseguir as suas actividades em Portugal. Para os (ainda poucos) profissionais de cinema português a oportunidade de trabalharem com artistas e técnicos vindos duma das mais prestigiadas cinematografias mundiais era também valiosa. Em 1934, com a supervisão de Max Nosseck, António Lopes Ribeiro realiza Gado Bravo, em cujo genérico se encontra um significativo número de nomes germânicos. Numa prova de modernidade, até mesmo de certo vanguardismo, Lopes Ribeiro roda em 1933 um documentário (a que hoje se chamaria "Making of...") intitulado A Preparação do Filme "Gado Bravo".



ARMANDO MACHADO

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Armando Machado (na foto), foi um dos actores cómicos do nosso cinema e teatro. Nasceu em Lisboa a 29 de Novembro de 1900. Estreia-se no Teatro da Trindade na peça “O Zé das Castanhas”. Participou em inúmeras peças como “A nau Catrineta” em 1931, “Pim, Pam, Pum” em 1932, “À Vara Larga”, em 1936, “O Cartaz de Lisboa”, em 1937, “Sempre em Pé, em 1938, entre muitos outros.
Pode-se ver o seu talento em filmes como “O Pai Tirano”, quem não se lembra da dupla que ele faz com a grande Teresa Gomes? Ou ainda no “Pátio das Cantigas”?
A sua última participação no cinema foi no filme de Henrique Campos em 1946, “Um Homem do Ribatejo”. Morre no ano seguinte, em 1947.

Nome: Armando Machado

Data de nascimento: 29 de Novembro de 1900

Filmografia de Armando Machado

1934 - "Gado Bravo" - António Lopes Ribeiro

1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros

1938 - "Aldeia da Roupa Branca" - Chianca de Garcia

1941 - "O Pai Tirano" - António Lopes Ribeiro

1942 - "O Pátio das Cantigas" - Francisco Ribeiro

1942 - "Lobos da Serra" - Jorge Brum do Canto

1946 - "Um Homem do Ribatejo" - Henrique Campos

Data de óbito: 1947


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CENA DE "GADO BRAVO" COM RAUL DE CARVALHO E NITA BRANDÃO
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MARIANA ALVES

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Mariana Alves, volta a entrar num filme português, 3 anos depois de ter participado no filme “A Severa”, de Leitão de Barros. A sua voz quente e alegre, a sua vivacidade, leva a António Lopes Ribeiro a convidar para entrar no seu filme. Não se percebe é porque o cinema português não mais a voltou a chamar.


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OLLY GEBAUER NO PAPEL DE NINA
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OLLY GEBAUER

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Olly Gebauer, nascida a 29/05/1908 em Viena de Áustria, foi uma das grandes actrizes e cantoras da década de 30, na Alemanha. No início dos anos 30, foi uma das alemãs que fugiu ao regime de Hitler e se refugiou em Paris, e é assim que acaba por ser contactada para protagonizar o filme português “Gado Bravo”. Morre em Fevereiro de1938.


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NITA BRANDÃO

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Iremos falar dos restantes intérpretes do filme, o que não é uma tarefa fácil, visto que existe muito pouca informação sobre esse período.
Começámos por falar da protagonista Nita Brandão, que no filme fazia o papel da noiva de Manuel Garrido, Branca. Sobre esta actriz muito pouco se sabe, a não ser que viveu durante muitos anos em França, e que em 1930 tinha sido convidada para entrar em dois dos filmes feitos pela Paramount para Portugal. Em 1933 é convidada por António Lopes Ribeiro para protagonista do seu primeiro filme. Depois deste filme, acabou por abandonar a vida artística.



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